eu e o universo alternativo.
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Lembro de um tempo em que tudo que girava ao meu redor era totalmente cinza, sentindo-me dautonica diante da beleza de uma vida que não me enchia os olhos. olhando ao redor e enxergando no espelho nem mesmo a mim, somente um vulto inexorável no espelho com a aparência deprimida e os olhos cansados do esforço de tentar enxergar de outra maneira. nunca acreditei em auto-confiança, nunca me importei com auto-ajuda. Meus pés passeavam por ruas molhadas e eu me sentia dormente, como num sonho em que você desiste de acordar, não por estar gostando mas por estar exausta.
é impressionante, como apesar de um anseio em vão de realidade, só conseguimos enxergar o que queremos. o desejo da diferença nos torna iguais, a vontades de nos espelharmos em grandes revolucionários, grandes manipuladores da própria vida nos torna indiferentes, vivendo uma vida que não é nossa, sonhando um sonho que não temos de verdade, respirando até mesmo um ar que não nos pertence.
um universo paralelo ao meu, um que eu já vivi de perto e que este me consumia por um brilho ludibrie de liberdade de pensamento, quando na verdade eu só estava fadada a seguir algo que a mim foi destinado. enxergando em moveis, meus próprios animais, vendo em mim mesma um auto-retrato da infelicidade.
Cadáveres decompostos balançando em meu próprio quarto, batendo uns nos outros, ritmando meu coração, minha respiração, me tornando escrava de um ser flamejante de ódio que nunca pertenceu a mim. eu apenas o vesti, vesti com toda pompa, procurando camuflar-me para a realidade, enchendo minha própria alma de receio por tornar-me alguém normal. Os normais passam despercebidos, os normais se escondem por baixo de vidas plásticas, inflados por um ar de superioridade que não pertence aos mesmos. rejeitando a felicidade, caminhando por telhados inundados de aflição, afogando-me em respingos de esboço de felicidade alheia. Isso tudo porque minha alma rejeitava tal sentimento. assim como a bulimica, tudo que é ingerido, retorna. e retorna. e retorna. O próprio corpo rejeita tal satisfação. Talves não se considere bom o bastante para ser digno de alimento, digno de sobreviver. Assim como eu, o estômago ainda revira quando penso em felicidade, confesso não acreditar em tal sentimento. Mas eu sei que plástica fui eu por rejeitar ter uma vida normal, uma vida onde se respira porque se tem tal leveza, se come por puro instinto, se ama porque somos todos tolos.
Antes nem mesmo esse universo me era permitido enxergar, vivendo num palco de teatro, enfeitada com maquiagem borrada na cara, implorando por aplausos, ou por tomates, por reconhecimento. Vivendo uma Utopia inexistente, que continua cercando minha realidade, tornando-se o meu demónio pessoal, que me tenta e me deixa excitada, mas que eu não pretendo retornar. pelo menos por enquanto, encarar uma realidade diferente da minha, sonhar meus próprios sonhos e sofrer como qualquer ser humano normal, porque convenhamos,
é impressionante, como apesar de um anseio em vão de realidade, só conseguimos enxergar o que queremos. o desejo da diferença nos torna iguais, a vontades de nos espelharmos em grandes revolucionários, grandes manipuladores da própria vida nos torna indiferentes, vivendo uma vida que não é nossa, sonhando um sonho que não temos de verdade, respirando até mesmo um ar que não nos pertence.
um universo paralelo ao meu, um que eu já vivi de perto e que este me consumia por um brilho ludibrie de liberdade de pensamento, quando na verdade eu só estava fadada a seguir algo que a mim foi destinado. enxergando em moveis, meus próprios animais, vendo em mim mesma um auto-retrato da infelicidade.
Cadáveres decompostos balançando em meu próprio quarto, batendo uns nos outros, ritmando meu coração, minha respiração, me tornando escrava de um ser flamejante de ódio que nunca pertenceu a mim. eu apenas o vesti, vesti com toda pompa, procurando camuflar-me para a realidade, enchendo minha própria alma de receio por tornar-me alguém normal. Os normais passam despercebidos, os normais se escondem por baixo de vidas plásticas, inflados por um ar de superioridade que não pertence aos mesmos. rejeitando a felicidade, caminhando por telhados inundados de aflição, afogando-me em respingos de esboço de felicidade alheia. Isso tudo porque minha alma rejeitava tal sentimento. assim como a bulimica, tudo que é ingerido, retorna. e retorna. e retorna. O próprio corpo rejeita tal satisfação. Talves não se considere bom o bastante para ser digno de alimento, digno de sobreviver. Assim como eu, o estômago ainda revira quando penso em felicidade, confesso não acreditar em tal sentimento. Mas eu sei que plástica fui eu por rejeitar ter uma vida normal, uma vida onde se respira porque se tem tal leveza, se come por puro instinto, se ama porque somos todos tolos.
Antes nem mesmo esse universo me era permitido enxergar, vivendo num palco de teatro, enfeitada com maquiagem borrada na cara, implorando por aplausos, ou por tomates, por reconhecimento. Vivendo uma Utopia inexistente, que continua cercando minha realidade, tornando-se o meu demónio pessoal, que me tenta e me deixa excitada, mas que eu não pretendo retornar. pelo menos por enquanto, encarar uma realidade diferente da minha, sonhar meus próprios sonhos e sofrer como qualquer ser humano normal, porque convenhamos,
qual é mesmo a vantagem de ser anormal ?

Th.Morgan_
Thamara,vc voltou a falar "pessoas de plástico",agora percebi que vc sempre fala "utopia"tambem.Queria que vc pensase no porque vc repete tanto essas palavras.O texto,basicamente é igual aos meus,indagando a realidade.Acho que vc pensa igual a mim,se sente diferente em um mundo igual.mas vc disse "qual é mesmo a vantagem de ser anormal ? ",e eu digo,não ser igual a todos!
ResponderExcluirpatiO.O
ResponderExcluirescreve um livro cara!
te amo!
Beeijo ;*