Filmagem
agora, parando pra analisar os fatos eu percebo como tudo anda de cabeça para baixo, como eu fui enlaçando minha própria história de tal maneira que alguns personagens importantes ficaram nas pontas, que seja. o tempo era bom apesar da chuva, apesar do frio, apesar do tempo, sim ele era mesmo muito bom. demasiadamente silencioso para pensamentos, chegando até ao absurdo, e eu achando-o calmo demais, quieto demais, silencioso. agoniante. a tranquilidade lambia meus pés como o mar um dia fez, tocando levemente, e depois, com brutalidade. nada tão agradável no começo, mas me acostumei. alias, eu mesma, doravante inebriada de pensamentos, me deixei acostumar com tudo. o tempo me sacudiu. a saudade não. e nem de lembranças posso chamar, apenas memórias, fúnebre dessa mesma forma, carta de encomendação de almas. fui perturbada por murmuriosos sons ao pé do ouvido, cantando musicas sobre outra vida, outra escolha, mas nada me convinha, fiz tudo ao contrario. meus planejamentos em uma dessas idas e vindas de meu filme hollywoodano, se perderam. melhor assim, penso eu. ou não. o fato é que o irremediável me toca, o fim da linha, o meu the end, a hora de tirar a maquiagem, as fantasias e as mascaras, e começar a viver de verdade. talvez isso não seja tão mal assim, deixar o filme pra lá, assistir algumas vezes aos erros de gravação, rir de tudo, ou chorar até. quem sabe eu ganhe um oscar, ou escreva um livro. quem sabe eu não sofra depois cansada dessa tal divida com a vida, quem sabe não. declaro por hora ' deixa estar ' ao meu coração, do qual tolo como é, se dispõe a interpretar e a estrelar novos filmes, e quem sabe escrever, por si só, um novo caminho, pra nós dois.
Oi. Fico feliz que você tenha gostado. Então, confesso que não li o seu completamente, AINDA, mas li alguns poucos posts, e já curti bastante. To te seguindo aqui, para próximas atualizações, né *-*. Abraços.
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