Enfim .

chega um ponto da nossa vida, que mesmo tudo estando no mesmo lugar, na mesma proporção. no mesmo ritmo, percurso e caminho. algo muda. mesma suas coisas continuando as mesmas, os cantos descascados da parede continuando ali, mesmo o tempo passando depressa na hora errada e lento na hora certa, mesmo chovendo forte a noite, algo muda pela manhã. mais do que as gotas de orvalho nas folhas pelo chão, mas que minha vida vagando pelas ruas vazias num sábado a noite, mais do que as flores que murcham no dia seguinte no buque de flores na mesa da sala. mas do que isso, algo muda. exite uma diferença, você percebe a mudança, quando alguém te sacode com força, ou quando seu coração esta aberto ou partido o suficiente pra notar. pra mim acontece de outro jeito. vivem soprando aos pés dos meus ouvidos. vivem dizendo por onde e como devo prosseguir, vivem me banindo de optar pelo bom, ou pelo ruim. imagina-se uma caixa mais ou menos grande, com alguns buracos em forma de retangulo, despensa-se o coelho, mas mantém-se a cartola. agora, com a ajuda de alguém que nem magico precisa ser, começa-se a enfiar as facas. antes é claro me coloque dentro. umas destas laminas recebem o nome de incompreensão, outra de egoísmo, outra de vingança, amargura, hostilidade. eu, dentro das caixa não emito som algum, não respiro, não durmo, não me movo, só espero. espero para que todas as forças das mãos que apunhalam, cessem por fim. rufam os tambores, e me propõem a saída, deixar o meu abrigo. e mais uma vez mais uns minutos de tensão, dessa vez a duvida, não deles, mas minha.

Comentários

  1. Amor esse é lindo
    esse tein tudo a veer com minha viida :D

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  2. Negamara, tem presentinho pra você no blog!

    Dá uma olhada:
    http://live-write-love.blogspot.com/2010/11/meu-primeiro-selinho.html

    Beijos.

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  3. Nossa ... adorei esse post, cara *_*

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