me exibindo pra solidão

já ouviram " te ver e não te querer, é improvável, é impossível " .. ?
minhas vontades. desejo. prazer. inibição.
palavras sem sentido algum começam a se encaixar e perambular em frases dentro de minha cabeça. noto que observar o mar de longe não se compara a ser abraçada por suas ondas salgadas e frias no verão. acordo enfim, para o triste ponto de ter alguém, e não ter mais nada. meus pais tem a mim como filha, meus avós, como neta. eu já tive alguns meninos como namorados. já tive algumas amigas como minhas confidentes. mas acho que estou usando os pronomes errados, assinando um contrato inexistente com a sociedade, escolhendo, escravizar alguém, para que possa então titula-la. domesticar. e o mais estranho é que isso tentei fazer com todos, mas nunca aceitei, a não ser em momentos em que isso pudesse ser usado em meu favor, ser intitulada. roubada de minha própria vida, minha auto-suficiência e egoísmo para com minhas decisões. e sinto ter que confessar : melhor assim. devia ter também aprisionado menos, deixado para maximizar os momentos e não as minhas conotações pessoais para pessoa tal e tal. porque dessa maneira, acabo por me decepcionar.

" Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre. "

me cansei de esperar que esse " realmente nosso" voltasse. me cansei de acreditar em finais felizes e conscientes. desisti também de ser comunitária. voltei a ser só eu. mais nada.

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