desligando os aparelhos

pareço não ter nada a dizer, olho no espelho e especifico um ponto final, meu coração calou, ó céus ! mas e agora ? e agora que tua voz consome minhas noites tranquilas e liquidifaz tudo de concreto que eu quis ter pra me proteger, de você. e agora ? que quero escrever teu nome em todos os lugares da casa, chamar todas as pessoas do mundo de .. mas não posso. não posso, não devo. meu coração calou, e agora quem escuto ? ó céus, a vida continua, isso é o que mais machuca. pá de terra na cova.

Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir
Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar com o coração, olha lá
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo cara valente
Mas, veja só
A gente sabe

Esse humor é coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim, rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai, não
/

você vai dizer que a culpa é minha, que no final fui eu quem quis assim, mas e o começo, e o meio ? usamos nossas mãos para repousar amor, mas dormir não nos ensina a lutar contra as discrepancias do destino, me perdoa por não ter uma corda, uma ponte, uma maquina de tele transporte. eu te amo, aa como. mas fiquei por escutar seus passos, ou não os escuto mais ? sua ausência faz parte da mobília.

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