um filme no close pro fim

já escutei varias histórias, assisti filmes, ouvi canções com refrão de amor, imaginei pra mim então uma saída para todo o tormento que um sentimento pode provocar no coração da gente. e nesses poucos anos que vivi posso crer que o amor é a incógnita mais significativa do ser humano, que ninguém, muito menos eu, vai entender a grandiosidade não só da palavra, mas do significado do verbo amar. não sei porque ando pensando sobre isso, mas meu corpo induz ao fim dele, desse amor grande que guardo no peito. eu sei que a alma cansa, que o sangue ferve, que o corpo pede uma nova aventura, uma outra história para ocupar o nosso tempo aqui na terra. mas o que faço com o amor, o que faço com uma história toda, que foi linda, e acabou ? acabou porque eu quis, porque você quis, e quando voltamos atraz era tarde, tarde pra um, pro outro, pros dois. esqueci de mim, de tudo que escrevi, que sonhei, que vivi. essa história de viver o agora não é comigo, de fazer o que todos dizem ser certo menos ainda, o amor não tem que acabar, tem que durar, que reinar, que bater. mas essas batidas já machucaram demais a parede do meu coração, já deixaram de significar redenção, hoje deixam marcas. acho que você não entende né, porque faço desse nosso enredo uma canção, um traço de pincel, um barco no mar, que eu deixei que naufragasse. você não pensa no que houve, só pensa no que há. esse é o nosso diferencial, o que eu nunca vou deixar partir esta aqui, sobrou meu bem, as cinzas de nós dois.


Quem bater primeiro a dobra do mar
Dá de lá bandeira qualquer, aponta pra fé
E rema

É, pode ser que a maré não vire
Pode ser do vento vir contra o cais
E se já não sinto teus sinais
Pode ser da vida acostumar
Será, Morena?
Sobre estar só, eu sei
nos mares por onde andei
devagar
dedicou-se mais o acaso a se esconder
E agora o amanhã, cadê?

Doce o mar, perdeu no meu cantar


Los Hermanos - Dois Barcos

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