e não tentar prever serviu pra eu me enganar
um dia como esse, no qual mosquitos zumbem sobre minha pele trazidos devido ao calor intenso, que emana não de mim, mas dessa tarde ensolarada e monótona, uma dessas ocasiões, me faz pensar sobre o que fazer com o livro que ficou sobre a mesa, a foto jogada em cima da cama, a canção que se repete em minha cabeça mesmo quando o silencio permanece intacto aqui dentro. uma vez li em uma das minhas insaciáveis procuras por martha medeiros que a dor do coração é inevitável, mas o sofrimento é opcional. opcional. a pergunta erguida em minha muralha destruída hoje é " o que fazer com os cacos de vidro, com as sobras de sentimento, com caixa de doces vazia, incompleta ? " a decisão tomada nesse instante é que não quero e nem posso suprir minhas necessidades usando excesso de sentimentalismo barato pra me comover, seja na tv ou na vida real. resolvi que alguns fantasmas do passado voltam sempre, e que se eu não encontrar e enxergar também o coração deles, eles me dominam. chega a ser confuso, essa história de cortinas se fechando, de filme acabando, de ultimo capitulo, definitivamente não é para mim. o que me serve é a incerteza, a momentânea e ao mesmo tempo constante procura por aquilo que nunca chega, aquele diamante brilhante que agente avista no alto da montanha, mas quando sobe, descobre algo melhor a ser encontrar, outra saída, escape, outro caminho. ou até caminho nenhum, mas instantes, é isso que procuro, instantes insaciáveis de dúvida, drama e cor, para completar meu dia e minha vida, não só porque você não vem, mas porque decidi melhor o que aqui posto esta, provisóriamente. a vista é bem melhor daqui de cima, a vista é bem melhor daqui de longe, a vista é bem melhor aqui, segura, porém incompleta. mas de que serve um quebra cabeça completo, as peças faltando é que nos fazem ser quem somos, pelo menos eu acho.
Thamara Morgan
Thamara Morgan
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