o telefone toca

e eu fico me perguntando, se ainda sou sua razão para viver, se você ainda sorri quando pensa em meu nome, se ainda lembra, e por isso esta aqui. me questiono se minhas escolhas são corretas, porque o irremediável futuro esta sempre presente em minhas palavras, e o meu hoje, meu agora, a ti é dado. penso que seria mais fácil viver só. sobreviver nunca me agradou, e constantemente me irritava essa normalidade de quem vive a procura de nada, mas isso me convém. meus critérios são os mesmos, minhas vontades mudaram, mas ainda me permito errar, pecar, amar. ainda me permito pensar em você. até porque, você sem essa permissão, acaba por assombrar meus pensamentos, e é isso que me torna real, a sua falta. andei me perguntando se você ainda pensa em mim, como eu era antes. se ainda julga o nosso amor como predestinação, ou hoje este é maldição silenciosa pelo fato de que minha presença consentida é muito melhor do que o repudio vindo do teu coração. gosto disso. gosto da verdade. gosto de sentir a verdade. viver de verdade. querer. o problema nisso é que tal verdade é obsoleta, paradoxo insolúvel nas minhas tardes felizes. gosto de viver, de prever, de rever. gosto de você, de mim, de nós. os segundos se estendem enquanto te detesto, isso me basta, para mudar de opinião.

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