curando o que ainda dói

verdade, o amor enlouquece as pessoas. não pensamos direito, não agimos direito, não seguramos as lágrimas, e até achamos que todas as outras pessoas ao nosso redor entendem nossa dor, erro nosso.
o que venho questionar é : até onde nosso coração é capaz de ir pelo que amamos ?
musicas, livros, filmes, me mostram tantas grandes provas de amor, clichês, mas capazes de jogar o orgulho e a magoa para escanteio e garantir um feliz para sempre. mas na real, são poucas pessoas que são capazes de viver o que cantam, o que sentem ou o que pensam sentir.
viver o amor não é tão pratico como assistimos na tv, e acabar com ele não é simples como apertar o botão de desligar e com o apagar da tela, a história morrer junto.
os nós do amor apertam até a ultima gota de vontade do ser apaixonado, e este sem muita saída, opta por conquistar o que seu coração almeja, ou fugir e abrir mão, até que o objeto amado seja deixado em segundo plano, mas nunca esquecido. muitas vezes as dores que sentimos no dia-a-dia tornam-se parte de nós, do que somos e de como agimos diante de alguns fatos.
tenho que mencionar, e por ingratidão estaria pecando se não o fizesse, que o maior amor que conheço é o que liberta. o que nos permite viver, e deixar que o outro viva, deixar que o outro tenha uma pequena chance de se tornar feliz sem agente, mesmo que essa tarefa seja dolorosamente curável. penso que o amor de verdade é aquele que ao mesmo tempo que chora pela falta, reconhece na ausência a importância da distancia. a importância do silêncio. a importância da outra pessoa, mesmo que tão longe.

" eu respiro tentando encher os pulmões de vida, mas ainda é difícil deixar qualquer luz entrar. ainda sinto por dentro toda dor dessa ferida, mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar. eu queria manter cada corte em carne viva, minha dor em eterna exposição. e sair nos jornais e na televisão, só pra te enlouquecer, até você me pedir perdão "
/frejat - 50receitas

thamaramorgan_

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