coisas que não pude ter
algumas coisas do coração acontecem porque causamos isso, me convenci. um sentimento remetido a dor, fadiga e ingratidão tende a morrer, e por não diminuir nem um instante até que isto aconteça, dói como uma ferida profunda e latejante, que só se cicatriza quando você para de se importar com ela e cobre o joelho com a calça.
não sei bem como aqueles dois anéis foram parar no bolso dele, não sei porque nem onde ele os conseguiu. me pergunto até então como não reconheci no rosto dele essa intenção, como deixei passar as duas aureolas desencontradas mas unidas por algo tão simbólico que ia muito além do meu nome ou do dele ? o único fato que constato é que algo impediu tal promessa de findar em meu dedo, algo derramou sobre toda aquela projeção dor e até raiva, coisas que nem um anelar, uma mão, ou coração como o meu poderia conter.
estive pensando no porque, conclui muitas vezes que essa era a tal prova de desamor que eu precisava, o tal presente nunca ter chego a mim; mas agora, pensando com mais calma e com o coração menos inquieto, entendo que a vontade que nasceu em seu peito de me emprestar aquilo ( porque pra mim promessas e dotes são isso, empréstimos ) vinha de uma fonte que até hoje desconheço e nunca ei de compreender. escolhi erroneamente o tipo de amor que acredito, calei meu coração, minha boca, meus ouvidos, só observei e por não ter sentido deixei que ele as jogasse fora, sem me deixar usar, sem me deixar receber aquele amor.
sinto a pergunta em silencio agora " porque então não estendeu as mãos querida, para que pudesse alcançar-te e findar tal ato de paixão ? "
respondo " estava ocupada controlando nosso romance, nossa estima, assim melhor foi pra mim, não me segurei a você. " sem mais palavras.
eu sei, hoje, que aquele par de alianças foi parar no seu quintal, muito mais perdidas do que você fora capaz de procurar no dia seguinte mas te perdoou, seus presentes vão virar sementes e na sombra da árvore que nascerá disto tudo, vou te deixar deitar, dormir, sonhar, prometo.
thamaramorgan
não sei bem como aqueles dois anéis foram parar no bolso dele, não sei porque nem onde ele os conseguiu. me pergunto até então como não reconheci no rosto dele essa intenção, como deixei passar as duas aureolas desencontradas mas unidas por algo tão simbólico que ia muito além do meu nome ou do dele ? o único fato que constato é que algo impediu tal promessa de findar em meu dedo, algo derramou sobre toda aquela projeção dor e até raiva, coisas que nem um anelar, uma mão, ou coração como o meu poderia conter.
estive pensando no porque, conclui muitas vezes que essa era a tal prova de desamor que eu precisava, o tal presente nunca ter chego a mim; mas agora, pensando com mais calma e com o coração menos inquieto, entendo que a vontade que nasceu em seu peito de me emprestar aquilo ( porque pra mim promessas e dotes são isso, empréstimos ) vinha de uma fonte que até hoje desconheço e nunca ei de compreender. escolhi erroneamente o tipo de amor que acredito, calei meu coração, minha boca, meus ouvidos, só observei e por não ter sentido deixei que ele as jogasse fora, sem me deixar usar, sem me deixar receber aquele amor.
sinto a pergunta em silencio agora " porque então não estendeu as mãos querida, para que pudesse alcançar-te e findar tal ato de paixão ? "
respondo " estava ocupada controlando nosso romance, nossa estima, assim melhor foi pra mim, não me segurei a você. " sem mais palavras.
eu sei, hoje, que aquele par de alianças foi parar no seu quintal, muito mais perdidas do que você fora capaz de procurar no dia seguinte mas te perdoou, seus presentes vão virar sementes e na sombra da árvore que nascerá disto tudo, vou te deixar deitar, dormir, sonhar, prometo.
thamaramorgan
sohar é bom, eu finalmente aprendi a voar nos sonos :)
ResponderExcluirdepois te ensino