(não) Rebobine, por favor

Quando estamos a sós com nós mesmos, pensando em tudo que foi e o que há de ser, uma série de duvidas e lembranças começam a pairar em nossa mente, e isso as vezes é irremediável. Um velho ditado diz que "se não aprendemos no amor, aprendemos na dor " mas essas palavras e até mesmo esse conceito, tem suas falhas. A questão está em atitudes que muitas vezes tomamos e que nos proporcionam crescimento, mas ai está problema : crescemos diante de tal situação, analisamos novos ângulos a respeito da mesma e assim aprendemos a lidar com o respectivo acontecimento, porém, é injusto com nós mesmos, seres humanos .. nos candidatar a repetições e atitudes antes já tomadas, só porque " conhecemos " o enredo de tal história, penso que essas ações acabam sendo reflexo de falta de coragem e por mais que possam aparentar diferenças acabam repletas de infelizes similaridades.


Nos tornamos covardes demais para seguir em frente, deixamos de acreditar no desconhecido para conviver com as limitações do passado, e com isso todo aquele aprendizado acaba sendo substituído por uma reprise muitas vezes de dor, sofrimento, lágrimas que por mais que possam ser secadas por momentos oportunos de alegria, insistem em cair. Não escrevo essas palavras no intuito de repudiar o " tentar de novo " mas muitas vezes, recomeçar tendo as mesmas atitudes que nos trouxeram ao momento exato dessa decisão de " reinicio", não surte efeito algum, apenas nos faz andar em círculos, e assim não seguimos em frente nem andamos em direção alguma, nos mantendo involuntariamente inertes.

Me encontro em um momento da vida em que não estou reciclando nada, aproveitando nada, nem largando o passado pela metade, estou encerrando. Indo embora, trocando tudo, alimentando em meu coração a falta de arrependimentos " se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi ". Não sei quando terei que partir, pode ser breve .. pode demorar, mas sei que não vou me despedir de todos, sei que alguns caminharão sempre comigo, por mais que distantes mas presentes. Entendo a falta de concreticidade dessa situação, mas tudo bem, não é sempre que se pode ter tudo, perderei alguns momentos ao lado de pessoas que amo, mas ganharei a alegria de cada reencontro e a agonia de cada despedida, mas eu tenho meu lugar, não importa onde eu vá, isso me detém.

Sou apegada a tudo, que me faz bem ou mal, mas resolvi aprender a administrar melhor meus valores, minha alegria, meu coração. Só assim conseguirei ser quem eu desejo, só assim perderei o medo de deixar de ser quem eu era, ter quem nunca tive, viver o que nunca existiu.

Uma coisa eu posso dizer com certeza que aprendi : a diferença mais importante entre o nascer e pôr do sol é o que vem em seguida.

Boa semana, Thamara Morgan.

Comentários

  1. Bem bonito. Não podemos nos esquecer de ficar abertos às surpresas que a vida traz. Sempre tem coisas novas e boas nos esperando.

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